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Manutenção preventiva: Aprenda a evitar problemas no seu Automóvel

26 MAR 2018

Imagine a cena: você se prepara para uma viagem no final de semana e na hora de pegar estrada o carro de te deixa na mão. Pode ser o maior dos pesadelos ter que cancelar aquele momento de lazer e diversão programado com a família ou ter que acionar o seguro quando está na estrada, não é mesmo?

Para evitar este tipo de situação é preciso investir na manutenção preventiva do automóvel. Esta é a forma mais econômica de manter o carro. Isso porque o motor comprometido e peças com desgaste contribuem para a queda do desempenho e, como consequência, para o maior gasto de combustível. Então, além de evitar dor de cabeça, a revisão periódica do carro ajuda a economizar também. 

No entanto, não há questão mais importante quando se fala em manutenção preventiva do que a segurança. Quem está sempre em dia com as revisões tem maior garantia contra problemas mecânicos que podem influenciar no controle do carro. Por isso, vale a pena ficar sempre ligado aos primeiros sinais que o carro nos dá! Sim, alguns deles podemos até querer ignorar em um primeiro momento, mas isso não compensa o problema que virá lá na frente.

A manutenção periódica inclui desde a verificação de itens simples como óleo, estepe, limpador de para-brisa, até os itens mais complexos. No entanto, cada um deles têm um intervalo ideal para ser verificado.

Quer saber mais como evitar problemas com o seu automóvel? Leia as nossas dicas a seguir!

 

Quando fazer a manutenção preventiva?

Não existe um intervalo específico recomendado para a manutenção preventiva, mas especialistas indicam que a básica seja feita a cada seis meses ou a cada 10 mil quilômetros, o que vier primeiro.

Uma dica importante é consultar o manual do proprietário – ele traz informações importantes sobre como conservar melhor o seu veículo e a indicação de intervalo para as revisões.

No caso de carros novos, as concessionárias exigem as “revisões obrigatórias” para a manutenção das garantias do motor, entre outras. Já para os carros seminovos, é importante saber quais “cuidados” foram oferecidos ao veículo anteriormente e sempre levar o possante a um mecânico de confiança.

No geral, os automóveis que circulam muito – em rodovias, estradas de terra e outras condições adversas – precisam de manutenção preventiva com um intervalo menor de tempo. Nestes casos, vale uma inspeção quinzenal nos itens básicos. O check-up não dura 15 minutos mas pode fazer muita diferença para a conservação do seu carro e da sua vida!

 

Itens a serem revisados        

Fique ligado nos itens que precisam ser revisados na manutenção preventiva:

 

Freios: por questões óbvias, devem ser sempre uma preocupação dos motoristas. O freio pode influenciar na direção e até aumentar a distância de frenagem. Por isso, recomenda-se a revisão a cada 10 mil quilômetros dos discos de freio, pastilhas e tambores. Já o fluido do freio deve ser trocado anualmente. Se o seu carro possui ABS é preciso checar se o sistema eletrônico, componentes e sensores estão em funcionamento.

 

Pneus: todo mundo sabe que os pneus “carecas” são um perigo. Em dias de chuva, principalmente, podem causar acidentes. Existe até legislação para evitar que os carros rodem com pneus neste estado. Por isso, as ranhuras existentes nos pneus novos são essenciais para garantir segurança. Verifique sempre a altura dessas ranhuras.

Atente-se à presença de objetos (pregos, pedras, etc) que podem reduzir a pressão do pneu e mantenha-o sempre calibrado. Para utilizar a calibração correta, utilize o manual do fabricante.

 

Óleo: os danos causados ao motor pela falta de óleo podem ser imensos. O óleo lubrificante e o filtro de óleo devem ser substituídos de acordo com a especificação do fabricante, o que em média é a cada 10 mil quilômetros ou a cada seis meses. Para verificar o nível de óleo do carro, basta puxar a vareta e ver onde o nível do óleo está. Existem duas marcas na vareta e o nível de óleo ideal é entre essas duas marcas. Esteja sempre alerta em relação aos vazamentos embaixo do carro e à cor do óleo para saber se ele está queimando – estes são sinais de que algo não está certo e você precisará procurar um mecânico.

 

Direção: é preciso manter o alinhamento da direção em dia. Geralmente, este procedimento é realizado juntamente com o balanceamento e o rodízio dos pneus. Se o volante está mais duro que o normal, pode ser um sinal que a direção está desalinhada. Outro indício é quando, ao dirigir e tirar a mão do volante em uma reta, o carro começa a ir para um dos lados.

 

Alinhamento e balanceamento: servem para evitar o desgaste excessivo dos pneus. O ideal é realizar a cada 10 mil quilômetros, juntamente com o rodízio dos pneus.

Para quem transita em locais com muitos buracos, como estradas de terras, pode ser legal realizar o balanceamento em intervalos menores, devido aos grandes impactos sofridos pelo carro nessas estradas. 

Uma outra dica legal para proteger o carro na terra é incluir no carro o flap, também conhecido como “apara-barro".  Isso porque os prejuízos causados por estradas enlameadas podem ser evitados. Sua função é fazer com que a lama que incide no veículo retorne ao solo, em vez de ficar impregnada nos pneus e outros componentes, evitando respingos em itens mecânicos vulneráveis.

 

Correias do motor: a mais “famosa” delas é a correia dentada, que deve ser vistoriada a cada seis meses. Isso porque, caso arrebente, o carro pode parar de andar.

 

Radiador: é recomendada a limpeza a cada 30 mil quilômetros, assim como a troca do aditivo do radiador. Aquela fumaça que sai do motor em algumas situações é decorrente da falta de fluido (água e aditivo) do motor. Isso indica que está ocorrendo algum problema no sistema de arrefecimento do veículo e existe o risco de fundir o motor.

 

Vidros: pode parecer bobagem, mas os vidros também precisam de revisão. É preciso checar se possuem trincas e, no caso de vidros elétricos, se a função “antiesmagamento” está funcionando corretamente.

Uma dica bem bacana para qualquer veículo é investir em calhas automotivas, que permitem a abertura dos vidros em até 3 cm – ideal para dias chuvosos, pois impedem o embaçamento dos vidros e permitem a circulação e renovação de ar, sem molhar o interior do veículo.

 

Palhetas e limpadores do para-brisa: devem ser substituídos quando dão sinais de desgate como arranhões no vidro e excesso de barulho.

 

Lâmpadas: queimou, trocou! Conduzir com a lâmpada queimada dá multa e pontos na carteira. No entanto, a cada 15 dias devem ser verificadas as lanternas e piscas.

 

Lataria: problemas na pintura ou rachaduras podem até virar uma ferrugem e, por isso, é preciso ficar sempre atento. Verifique sempre a fim de evitar a infiltração de água por estes locais. Uma dica para quem gosta de cuidar bem do carro é instalar o friso lateral que protege o veículo e evita arranhões, pequenas batidas em estacionamentos públicos ou até mesmo em garagens estreitas, quando o motorista abre a porta sem muita cautela.

 

Ar-condicionado: o filtro do ar não precisa ser trocado ao ficar sujo, mas é preciso lavá-lo. No entanto, recomenda-se a troca devido a parasitas que podem se alojar e transmitir doenças.

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